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Tu “precisaste” ir embora porque talvez nunca quiseste ficar, para perdoares a ti mesma o amor que não me soubeste dar, pela falta de amor que alguém te deixou ficar,essa foi a força maior. Foi isso que te fez cansar. “Amares” para esqueceres quem não te soube amar. O teu cansaço ia mais além que o meu passado, que a minha relação anterior, a tua dor , as tuas lágrimas, o teu “cansaço” tinham outro nome. O passado era o teu, não o meu! Foi isso que nos fez quebrar, desviar o sentido, perder o rumo. Mas não o amor, não o meu. Esse nunca, eu prometi! Quiseste ir embora, mas agradeces tudo? No fundo isso sim, acaba por ser uma explicação. Também foste quem me fez durante noites e noites adormecer e acordar com um sorriso, ou até mesmo noites que poucos dormimos e aí eu pergunto e respondo, valeu a pena?! Nós sabemos que sim, no fundo sabemos disso. E após este tempo? Tu ainda és tudo. Mas eu guardo para mim. Não te procuro. Quero-te bem e feliz acima de tudo, porque eu sei o tamanho desse coração. Só o teu passado nos desviou de um presente que podia ter futuro, mas não te critico mais, não julgo. Hoje vejo-te noutra relação e se estiveres feliz? Estarei por ti. Já te guardei naquela caixinha, cheia de “amor” que um dia me ofereceste. Guardei e vou guardar para sempre. No fundo há uma esperança que possa viver tudo a teu lado, tudo de novo, uma vez, pela última vez e que possamos recordar tudo. Não te conto as saudades que tenho tuas, mas aprendi a lidar com elas. Acima de tudo com a distância do tão perto e tão longe que existe entre nós. Mas um dia? Tu vais ver que eu sempre estive aqui. Vou continuar aqui. Como estive todo este tempo e por meros segundos tu sabes disso.

Foste, és e serás para sempre o amor da minha vida!

Vou embora

Vou embora e não fica mais nada por dizer, fazer ou tentar. Vou embora porque preciso, independentemente do que possa vir a seguir ou até mesmo a saudade me bater, eu vou embora. Desta vez não vou olhar para trás, muito menos meter a emoção à frente da razão, não eu não tive nem tenho razão é um facto mas já me expliquei perante as minha falhas, já pedi desculpas por tudo o que passou e até pelo que poderia ter dado se eu não tivesse errado, já fui até ao teu encontro, só para te puder ver a última vez e ir embora de consciência tranquila, sabendo que é isso que queres para ti, tendo a certeza sem certeza, que as tuas palavras combinam com a tua reação quando eu apareço. Confunde me a minha incerteza que não mexo contigo, que já não significo nada na tua vida ou até que não te faço falta, mas a minha parte dou por terminada, não me resta mais nada que possa fazer ou motivo algum que me faça permanecer.
Deixo te ir e acima de tudo quero que sejas feliz, se algum dia a saudade bater? Lembra te que estarei aqui. Independentemente do momento ou das voltas da vida.
Mas agora vou embora e não fica mais nada por dizer, fazer ou tentar.

Recuar no tempo e seguir em frente

Hoje dou por mim a querer recuar no tempo. Ao mesmo tempo a querer seguir em frente mas contigo a meu lado. Acaba por ser contraditório, mas não escondo o que sinto. Recuava e mudava o passado, tudo o que te fiz passar, sem pensar mas sem te querer magoar. Recuava para afastar quem não veio para acrescentar mas no fundo eu até me deixava levar porque a vida era outra, a cabeça estava mas o coração nem sempre. Não vou ser hipócrita e dizer que pensei em ti o tempo todo, estaria a mentir. Mas não te esqueci mesmo sendo fria, distante, completamente ausente eu não esqueci. Porque tu? Sempre estiveste, sempre quiseste estar. Foram tantas as chances perdidas, tantas palavras sentidas mas eu não soube valorizar. A culpa foi minha, apenas minha que te afastei tanto, que acabaste por ir, foste aos poucos e quando dei por mim, tu não estavas mais. E é aí, bem nesse ponto que a cabeça deita na almofada e pergunta por ti, chama por ti, pensa em ti. Mas tu não estás mais. A culpa foi minha.
Um dia tu esperas te por mim, no meio das minhas indecisões, falhas, em todas as vezes que te magoava e tu voltavas, hoje espero por ti, no meio dos teus silêncios, dúvidas e medos.
Hoje dou por mim a querer recuar no tempo. Ao mesmo tempo a querer seguir em frente mas contigo a meu lado.

“Há algo que me liga a ti e eu não sei explicar”

Falhei contigo desde cedo sentir eu até sentia, o quê não sei mas a imaturidade e o querer aproveitar demais, fez a vida levar te de mim mesmo com tantas chances mas todas elas perdidas porque em todas eu consegui falhar. Acabei por perder a noção, por te magoar e não tinha essa intenção, talvez por momentos te tenha feito perder o chão no meio de cada vai e vem. Não penses que para mim é orgulho dizer isso, porque não o é.
Quando algo de errado acontecia, era a ti que eu sentia vontade de contar, eras tu… E apesar de tudo? Tu sempre estiveste para mim. E eu não merecia, mas tu estavas.
Eu não sei como fui capaz de te magoar tanto, muito menos entendo onde estava com a cabeça. Mas falhei, errei, eu sei!
Mas o tempo passa não é? E…eu senti, eu precisei, eu quis procurar te, mas já não encontrei mais a mesma pessoa que eu conheci e isso? Mexeu comigo, não posso negar.Hoje consigo ficar do teu lado e entender como o silêncio magoa, como a dúvida dói, como a ansiedade bate e as incertezas tomam conta de cada pensamento. O telemóvel toca e eu confesso que só espero a tua mensagem, por mais simples que seja, porque as outras mensagens? Não me fazem ficar no telemóvel, não me fazem escrever e apagar, não são enviadas no minuto em que recebo, muito menos me fazem querer mais.
É tudo “tão recente”, mas eu vejo uma luz lá ao fundo para nós, bem diferente daquela que eu queimei e “mandei fora”. Já te disse mas…fazes me bem e eu não volto a desistir de ti.
Preciso que saibas que farei de tudo para ver de novo o teu sorriso, tal e qual o primeiro dia que te vi.
Há algo que me liga a ti e eu não sei explicar!

(…) E o tempo é tão precioso

Nós podemos tudo, menos voltar atrás no tempo. E o tempo é tão precioso.
Perdi-te no meio do tempo perdido, perdi-te quando acabei por me envolver em relações com o tempo contado, perdi-te porque fui idiota demais em não valorizar o tempo que me dedicas-te, todo o tempo que estiveste e eu não via, todo aquele tempo que era nosso e eu na altura não merecia, mas no fundo eu queria.
O tempo passou e eu falhei, falhei em todos os segundos, todos os minutos e todas as horas que me deste uma chance, fui imatura demais e só escolhia o caminho mais fácil. Não o melhor, não aquele que me fazia sorrir mais, muito menos aquele que me enchia o coração, mas aquele que de certa forma cobria a incerteza, a insegurança e a dúvida. A incerteza de um futuro, a insegurança do tempo e a dúvida do amor. Mas o tempo…o tempo bateu – me com tanta força e com ele veio a saudade e só para me dar fraqueza veio o teu nome colado e é aí que a minha consciência pesa, que o coração aperta e a vontade de voltar no tempo é grande porque, se eu pudesse voltar? Tinha ficado contigo à primeira, sem incertezas, sem segundas chances necessárias, sem dúvidas muito menos inseguranças, porque isso? Foi tudo o que te fiz passar e hoje eu não paro de pensar…
Mas o tempo, o tempo é tão mágico embora estejamos em tempos não sincronizados, eu vou lutar por ti, porque é ao teu lado que vejo os meus planos traçados, sonhos realizados e os nossos dedos entrelaçados.
Nós podemos tudo, menos voltar atrás no tempo. E o tempo é tão precioso.

Gostei tanto…

Gostei tanto, que não entendia o quão era tóxico. Que não era para mim. Que não valia a pena, muito menos era para ser. Mas gostar por vezes dá nisso, nós não conseguimos ver o que existe de negativo em algo ou errado na pessoa e eu não via. Nao via, porque gostava. E culpava-me.
Hoje? Ah, hoje se eu soubesse…eu tinha feito tudo igual, mas com mais consciência, com mais cabeça e sem coração, com mais razão e menos emoção. Eu via coisas onde elas não existiam, eu amava palavras tuas mas elas se perdiam no meio das tuas atitudes e essa ausência, mas sempre foi amor que eu sentia, nunca foi carência. Eu adorava a tua voz, o teu riso e esse sorriso que me faziam perder o norte a vida, mas perdi o rumo em cada vez que me deixaste sem saída.
Agora que voltei ao meu “eu”, que consigo viver bem sem ti, eu não volto mais atrás, mesmo que a vida tente rebobinar as vezes que me fizeste sorrir, mesmo que por mero acaso do destino e falha dos nossos passos acabe por me cruzar contigo, eu não voltarei a cair no mesmo erro porque eu gostei tanto, que não entendia o quão era tóxico.

Sê feliz e faz feliz

Hoje dou por ti num novo amor. Em outros braços e com frases que até usavas comigo dia após dia.
Se me dói? Não! Só fico incrédula com a tua hipocrisia, a falta de sinceridade que do pouco que te restava virou nula. A falta de criatividade, que até julgava teres. Mas acima de tudo? A maturidade, a maturidade que tentas transparecer e que é tão fraca.
Não te desejo mal, bem pelo contrário quero que sejas feliz, mas tenho algo a pedir-te, não faças com ela tudo o que fizeste comigo, em momento algum. Se te trata bem? Agarra sim e sê feliz num todo, o único proveito que podes tirar disso? É cresceres, é aprenderes que nem todas as pessoas são iguais e te vão magoar e que sim, o passado fica lá atrás, seja ele com quem for. E, com a maior sinceridade, da minha parte eu vou ficar onde tu me deixaste, sem mais palavras, mágoas ou ressentimentos. Sem mais procuras e tentativas. Sem mais culpas ou desculpas.
As frases feitas são bonitas mas nem todas são reais, mas entre nós? não era para ser, tanto que não foi, nunca foi, nem será. Não há mais tempo, é tão tarde e só agora percebo o tempo que passou e eu deixei escapar. Mas ele voou…só eu é que não percebi, não me permiti perceber.
Ficamos pela última conversa, onde a saudade me bateu e a tua mensagem tão esperada e tão vazia me respondeu, mas não temos mais que falar muito menos temos por onde nos procurar, não temos sequer como nos ver porque vou evitar.
De novo, mais uma vez e pela última vez, seguimos rumos diferentes, sem qualquer sinal, muito menos presença.
Sê feliz e faz feliz