Sê feliz e faz feliz

Hoje dou por ti num novo amor. Em outros braços e com frases que até usavas comigo dia após dia.
Se me dói? Não! Só fico incrédula com a tua hipocrisia, a falta de sinceridade que do pouco que te restava virou nula. A falta de criatividade, que até julgava teres. Mas acima de tudo? A maturidade, a maturidade que tentas transparecer e que é tão fraca.
Não te desejo mal, bem pelo contrário quero que sejas feliz, mas tenho algo a pedir-te, não faças com ela tudo o que fizeste comigo, em momento algum. Se te trata bem? Agarra sim e sê feliz num todo, o único proveito que podes tirar disso? É cresceres, é aprenderes que nem todas as pessoas são iguais e te vão magoar e que sim, o passado fica lá atrás, seja ele com quem for. E, com a maior sinceridade, da minha parte eu vou ficar onde tu me deixaste, sem mais palavras, mágoas ou ressentimentos. Sem mais procuras e tentativas. Sem mais culpas ou desculpas.
As frases feitas são bonitas mas nem todas são reais, mas entre nós? não era para ser, tanto que não foi, nunca foi, nem será. Não há mais tempo, é tão tarde e só agora percebo o tempo que passou e eu deixei escapar. Mas ele voou…só eu é que não percebi, não me permiti perceber.
Ficamos pela última conversa, onde a saudade me bateu e a tua mensagem tão esperada e tão vazia me respondeu, mas não temos mais que falar muito menos temos por onde nos procurar, não temos sequer como nos ver porque vou evitar.
De novo, mais uma vez e pela última vez, seguimos rumos diferentes, sem qualquer sinal, muito menos presença.
Sê feliz e faz feliz

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É a última vez

Torna se assustador as vezes que já prometi não pensar mais em ti, mas é algo que não se controla, incomoda me as vezes que já jurei não te procurar mais, mas aí eu evito porque sei que vai doer mais quando fores embora de novo, do que não saber de ti. Torna se insuportável o desejo de ir ter contigo mesmo sabendo que não queres estar comigo e eu recuo.
É a última vez que escrevo para ti, a última vez que as palavras vão fluir e o coração aperta, as mãos transpiram e as pernas estremecem, porque amanhã eu não quero mais. É a última vez que te quero, que te quero como antes, que penso como antes, que te desejo como antes.
É a última vez.
São incontáveis as vezes que me deitei e simplesmente fiquei e na minha mente só passavam imagens de nós, do pouco que vivemos e do tanto que poderíamos viver, do que eu quis e de tudo o que deitas te a perder.
Mas eu não quero, não mereço e hoje não aceito mais metades, porque eu acabei por me destruir nessas partes, todas essas fases de querer e não, de ser e não, de estar e não. É a última vez que escrevo para ti.
Não te julgo, não te condeno por ires, mas…existe em mim uma dependência fora do normal de ti ( é esse teu jeito que eu tanto amo ) mas toda a tua ausência deu cabo de mim, de tudo o que eu sentia, desejava e queria ( ainda sinto, desejo e quero ) mas, é a última vez que escrevo para ti.
Sem intenção fazes me feliz quando estás mas, sempre que vais levas parte de mim, levas-me contigo e deixas me sem destino e eu fico sem saber de ti.
É a última vez que escrevo para ti.
Quero que saibas que és das pessoas mais maravilhosas que conheci e sei que o teu interior é bem maior de tudo o que tentas transparecer e talvez isso muitas das vezes te leve a perder.
As palavras são tantas, mas não querem sair, talvez porque me esteja a despedir, talvez porque eu não queria ir embora e o coração bate de pensar nesse sor(riso), é mais forte que eu, as saudades da tua voz são tantas, mas eu não quero ouvir mais.
Mas antes de ir, antes de não falar mais, antes de QUALQUER COISA, deixa-me dizer que te amo, que me fazes falta e que…foste,és e serás para sempre tu. Que mais uma vez, agradeço por teres estado quando mais precisei, nunca haverá palavras suficientes para te agradecer. Isso? Eu levarei sempre comigo.
Amo-te!
É a última vez que escrevo para ti.

Não era para ser

Ficamos pelo meio do início que não começou. Para trás, ficaram os sorrisos e o sonho de um futuro a teu lado, ficaram as promessas falhadas e a confiança quebrada, ficaram também as noites acordada e as lágrimas em vão espalhadas. Não era para ser, ficas te num passado tão presente em mim, mas hoje não aceito reviver nem um pouco, porque já sei o fim. A história é repetida, eu continuo a amar-te e tu não.
Não era para ser, de jeito nenhum mas, o louco do coração sorriu para ti e acreditou, ele sonhou e planejou e imagina? No fim do início que não existiu, ele se partiu. Não são coisas do destino, são coisas das pessoas. E também, não era para ser.
Voltando atrás no tempo, revivendo alguns dias, se tivesse sido verdadeiro estarias aqui, agora, se todas aquelas palavras, abraços, sorrisos e esse beijo te saíssem do sítio onde os batimentos são mais sinceros. Mas, não era para ser.
Ficamos pelo nada do tudo que poderíamos ser, mas não deixas te acontecer.
Um foco diferente, os corações noutras direcções, tu continuas presente, mas um dia vai ser tarde, nada de ilusões.
Não era para ser.

Tu vens, tu vais…

Foi assim, tem sido assim e eu não entendo porquê. Mas eu deixei, eu tenho deixado mesmo depois de tudo. E depois de tudo que foi muito, nem eu sei como continuo aqui, nem compreendo como é possível. Porque tu vens, tu vais…
Eu não consigo, não consigo soltar-me de ti embora saiba que é o único caminho ainda existe algo que me faz ficar. Tu fazes-me ficar, aliás há dias que me sim e outros tantos que me tentas empurrar. Porque tu vens, tu vais…
Mas amanhã o dia nasce e eu sei que a tua mensagem vai chegar e eu não consigo controlar as emoções, o batimento descontrolado e o sorriso rasgado logo pela manhã com o teu “bom dia” e respondo, porque é a única mensagem que eu espero! Talvez não devia, mas é. E há dias que ficas, que partilhas comigo pouco a pouco o teu dia e até as coisas menos boas, como pouco depois tu vais e a saudade aperta, a ansiedade chega, o sorriso vai e a indecisão bate-me a porta com uma voz e um eco ensurdecedor “não nos devemos nada” e isso? É triste, porque tu sabes o que sinto.
Porque tu vens, tu vais.
Eu simplesmente fico na dúvida o que é suposto, porque tanto és 8 como 80, ora sou importante como viro nada de um dia para o outro, é uma mudança constante que o meu coração não consegue aceitar nem compreender…
Desculpa toda a intensidade, desculpa por todo o afecto e carinho demonstrado, mas sou eu mesma, é tudo aquilo que sinto e não tenho porquê ou como não o fazer.
Hoje és tu, amanhã posso ser eu a ir.
Porque tu vens, tu vais…

Um dia perguntas te o que isso significava no meio daquela expressão que eu tanto te chamava. Um dia terás a resposta. Aquela que no fundo espero e que chegará sem dares conta, porque quando deres? Já vai ser tão tarde para nós. Já não vai existir chance alguma de retorno. Vai ser tão improvável porque, o vento não vai estar mais a nosso favor. Não culpes o tempo, porque ele existiu muito menos as oportunidades, porque foram tantas. Foi desinteresse da tua parte e falta de amor. Banalizaste coisas simples, que dariam uma grande história. Eu perdi, mas sei que tu também. Mas ainda só perdeste metade, o vento vai levar o resto, o resto do pouco que ainda é muito que há dentro de mim.
Isso, é tempo! É o tempo que está acabar, é todo o tempo que deixaste escapar por entre os dedos, por vontade própria. É todo o tempo que eu me dediquei, esperei e acima de tudo amei. É o tempo, nada mais.
Quando o tempo acabar, eu preciso que saibas que eu vou com ele, mas vou inteira. Nada mais de mim ficará para te fazer lembrar o minimo que seja do que senti por ti. Quando o tempo acabar, eu preciso que compreendas que eu não serei mais a mesma. Quando o tempo acabar, eu quero que entendas que se por mero acaso não te responder, algo mais interessante me está a prender. Quando o tempo acabar, lembra te que um dia eu amei, mas amei de verdade! Mas lembra te AMEI e isso ? O tempo levou. Isso, é tempo!

Não queria esquecer, queria que parasse de doer

Agora consigo rebobinar a fita até ao início e sorrir, não era fácil lembrar o teu beijo, o teu olhar e a lágrima não cair. Não era fácil, adormecer sem te ver e ouvir a tua voz. Não era fácil… Doía demais, voltar atrás no tempo e saber que o tempo já nao ia mais voltar.
Durante tanto tempo existiu uma dor gigante que me invadia, que perseguia, desinquietava e me tirava a paz. Eu só queria que parasse de doer, por breves momentos eu quis esquecer. Mas no fundo, não queria esquecer, queria que parasse de doer. Tão simples quanto isso, mas era como se lutasse contra mim mesma, numa missão impossível. Mas de tanto rebobinar a fita, eu parei…parei no meio, onde eu pedia desculpa pelos ciúmes, porque nunca te disse mas na verdade eu desconfiava da existência de outro alguém e me chamavas “perdida” e por tudo aquilo que parecia não ter sentido algum e no fundo tinha, mas hoje eu vejo, eu estava certa os ciúmes combinavam com tudo o que se passava no meio de nós, mas tu viras te tantas vezes a fita ao contrário que eu acreditava que era louca, demente, ciumenta compulsiva e realmente uma perdida.
Mas a fita esticou, o tempo passou, o sentimento até ficou mas o orgulho aumentou e já no fim da fita o meu telemóvel tocou para lembrar que ainda existes.
Mas hoje? Metade de mim esqueceu e a dor foi embora. E sabendo eu quem sou, a fita já não existe mais e a outra metade de mim, vai levar o que me resta de ti.
Não queria esquecer, queria que parasse de doer.

Por acaso? É tudo um caso tempo

O erro foi meu, eu sabia de tudo e fiquei. Fui feliz, sozinha mas fui. Mas o erro foi meu, eu sabia de tudo e aceitei. Permiti coisas que alguém decente não aceitaria, mas quando se ama…
Mas o erro foi meu, eu sabia de tudo e neguei, neguei para mim mesma com todas as provas a minha frente.
O erro foi meu, desculpa por tudo o que senti, pelo que quis, por tudo o que era suposto e não aconteceu.Mas o erro foi meu…
Porque, eu amei!
Mas o tempo passou, não é por acaso que ele corre e tudo é um caso de tempo. E neste caso sem acaso, o tempo foi um professor, eu senti coisas que não imaginava possíveis, chorei de forma compulsiva, senti aquele aperto no coração, todas as emoções estavam a flor da pele e ninguém mas ninguém tinha algo para me acrescentar. Mas o erro foi meu, porque eu sabia de tudo e fiquei, aceitei, permiti e neguei.
Mas todo este tempo que passou? O amor não foi, mas o meu coração foi. Eu mudei, eu cresci, eu ponderei ver as coisas de outra forma diferente e percebi é, eu entendi tudo e voltei a ligar o coração ao cérebro e aí sim, tudo bateu certo. O erro foi meu, realmente foi meu apenas.
Mas graças a Deus, por acaso? É tudo um caso de tempo.